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Esse processo foi definido com base em dois outros processos de engenharia de requisitos
existentes: o primeiro descreve um processo para web baseado no RUP (Didier,
2003) e o segundo descreve um processo de engenharia de requisitos para desenvolvimento
distribuído (Lopes, 2004) .
Apesar do trabalho de (Lopes, 2004) também apresentar um processo para Engenharia
de Requisitos Distribuída, ele não está ligado a utilização
de tecnologias de colaboração, ou seja, apesar de considerar a importância
da utilização, não explica como esta deve ser. Além
disso, houve a preocupação em seguir o processo genérico descrito
em (Kotonya e Sommerville, 1998) .
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Papéis e responsabilidades |
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Papel
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Responsabilidades
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Engenheiro de requisitos |
Responsável pela elicitação, análise, negociação,
documentação, validação e gerência dos requisitos; |
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Cliente |
Pessoa que solicitou e contratou o projeto |
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Usuário
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Principal Responsável pela utilização do produto gerado |
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Engenheiro de Conhecimento |
Responsável por controlar as bases de conhecimento. |
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Stakeholder |
Qualquer pessoa que tem interesses relacionados ao projeto em execução,
como usuários, clientes, arquitetos e engenheiros de software, por exemplo. |
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Nome
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Objetivos
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Base de conhecimento formal
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Para o processo: Informações acerca do processo definido
como padrões, templates e equipe de desenvolvimento.
Para o projeto: Informações acerca dos clientes e
usuários obtidas através de pesquisas como documentos e organograma.
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Base de conhecimento informal
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Para o processo: Informações e dicas de como realizar
determinadas atividades do processo baseado em experiências passadas.
Para o projeto: Anotações sobre a cultura, idioma,
histórico de mensagens realizadas.
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Base de informações de negócio
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Para o projeto: Agrupa informações acerca do sistema
sendo desenvolvido como, por exemplo, dicionário de dados e documentos específicos
do projeto como manuais de sistemas relacionados. |
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Plano de comunicação
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Informar como a comunicação entre as equipes será realizada.
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Glossário Léxico
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Glossário normal com integração do LAL, Léxico Ampliado
da Linguagem.
O principal objetivo do LAL é registrar a linguagem utilizada pelos atores
do UdI (Universo de Informações), sem contudo se preocupar com a funcionalidade.
O LAL do UdI é composto por entradas, onde cada entrada está associada
a um símbolo (palavra ou frase) da linguagem do UdI. Cada símbolo
pode possuir sinônimos e é descrito através de noções
e impactos. As noções descrevem o significado e as relações
fundamentais de existência do símbolo com outros símbolos (denotação).
Os impactos descrevem os efeitos causados pelo uso, ou ocorrência, do símbolo
no UdI. Dependendo do símbolo que descrevem, as entradas podem ser classificadas
como sujeito, verbo, objeto e estado (predicativo) (Didier, 2003).
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Relatório de Análise de produtos e documentos existentes
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Observações sobre estas análises, de forma que outros stakeholders
possam fazer proveito da mesma)
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Ações a serem tomadas para resolver problemas em requisitos, decididas
após votação entre os envolvidos.
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Relatório da validação
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Lista de problemas e ações acordadas
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A proposta desse processo é incorporar trabalho colaborativo em um processo
de engenharia de requisitos sendo feita distribuída. Dessa forma, espera-se
que as interações contribuam para a construção das três
bases citadas na seção anterior (base de conhecimento formal, base
de conhecimento informal e base de informações de negócio).
O processo considera que todos os envolvidos estão distribuídos e
que todas as interações serão realizadas através de
um ambiente colaborativo. No entanto, esse ambiente deve permitir que o processo
prossiga mesmo que algumas interações não sejam realizadas
através do ambiente, através da entrada a posteriori dos dados necessários.
São objetivos desse processo:
- Fornecer diretrizes para que a Engenharia de Requisitos seja realizada de forma
efetiva, mesmo com stakeholders distribuídos;
- Permitir a construção de uma base de conhecimento durante as atividades
do processo;
- Permitir total rastreamento entre todos os artefatos para possibilitar entender
o rationale dos requisitos e decisões firmadas.
- Permitir anotações sobre conhecimento formal e informal;
O menu a esquerda apresenta links para cada atividade mostrada na figura abaixo.

DIDIER, A. C. V. B. "WRE-Process: Um Processo de Engenharia de Requisitos Baseado
no RUP". Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Informática,
2003
KOTONYA, G. e SOMMERVILLE, I. "Requirements Engineering: Processes and Techniques".
John Wiley & Sons Ltda, ISBN: 0-471-97208-8, 1998
LOPES, L. T. "Um Modelo de Processo de Engenharia de Requisitos para Ambientes
de Desenvolvimento Distribuído de Software". Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul, Faculdade de Informática, 2004
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